O que é o tempo? Quem somos nós?

Dentre os grandes mistérios do universo,um dos mais abstratos e complexos é o tempo. Aqui não se trata de calcular movimentos relativos entre planetas e estrelas ou contar voltas em um relógio. O que queremos saber sobre o tempo é: como vivemos o passado, o presente e o futuro? Como o tempo passa e ficamos mais velhos e continuamos sendo nós mesmos? Somos sempre os mesmos?

Vamos direto ao ponto, e partir do princípio de que se a vida é a dinâmica das relações dos seres em si e com os outros, o tempo é o movimento das transformações causadas por tais relações em um ser. Ou seja, por exemplo, nosso corpo se transforma e se desenvolve a partir das relações internas no nosso organismo, e externas nos elementos da natureza.

Nossa psique também se transforma nas relações com outras pessoas – diferentes de nós -, nossa inteligência e habilidades se desenvolvem conforme vivemos uma infinidade de experiências diferentes. Então, somos hoje o que absorvemos enquanto vivemos o passado.

O futuro também nos transforma. Quando projetamos objetivos e fazemos o esforço intelectual e físico para realizá-lo, nosso corpo e mente se desenvolvem.

Mas e a nossa identidade? Como podemos continuar sendo o que somos se estamos em constante transformação? Porque se o tempo é esse movimento, nada pode ser fixo, e o único tempo que existe é o presente – o que estamos vivendo agora, o que já foi futuro e logo será passado.

Talvez, algumas coisas demorem mais para se transformar… memórias podem desaparecer num estalar de dedos e outras podem ficar gravadas até o nosso fim e outras podem não ser como realmente foram… nossas projeções para o futuro podem levar mais ou menos tempo para se concretizarem, ou podem nem acontecer.

Sendo assim, podemos dizer que somos o passado e o futuro no presente. Somos hoje nossas memórias – conscientes e inconscientes – do passado e nossos desejos – racionais e irracionais. Nossa identidade só existe no aqui e agora, no presente, com toda a bagagem que carregamos nas costas e todo o horizonte que nos espera.

Será?

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