Perfeitamente imperfeito #resenha #encanto #disney

Todos nós já passamos e/ou passaremos por situações traumáticas na vida. Em cada situação superada mora o medo do retorno ao mal superado ou a perda de uma conquista.

O medo faz com que criemos padrões e ideais de comportamento para manter o controle sobre qualquer ameaça – real ou irreal, existente ou criada por nós. Criamos uma “casca” externa, aparentemente forte, feliz e segura. Escondemos a dor, a tristeza, aquilo que nos machuca e não se cura.

Para proteger essa “fortaleza” transpomos esses padrões e ideais aos novos membros da sociedade, família, escola, igreja, qualquer grupo social. Tentamos criar, formar, ensinar, educar, (adestrar?) esses novos seres baseados em nossas experiências.

Para a “fortaleza” não ruir precisamos de pessoas perfeitas, “protegidas” de seus próprios traumas, de si mesmas (iludidas?), seguras em nosso domo (normas?), debaixo de nossas asas.

Produzimos a geração futura baseados em nossas experiências para proteger e perpetuar a nossa vitória, sem revelar as nossas sombras, porque somos “fortalezas”. Impedimos (castramos?) novos membros de viverem suas próprias experiências, alegrias, tristezas, seus traumas, que conquistem suas próprias vitórias, que superem suas próprias dores.

Somos fortalezas de barro produzindo fortalezas de areia.

Queremos que a próxima geração seja sempre perfeitamente forte, como nós nos tornamos, sem permitir que ela se torne forte, como se nós realmente tivéssemos nos tornado. Nos iludimos, estamos iludindo e ensinamos a iludir e iludir-se. A geração seguinte já nasce escondida e escondendo as suas fraquezas, fingindo ser forte, sendo cada vez mais frágeis.

Precisamos dar as condições para que a nova geração seja capaz de descobrir-se, saber quem realmente são, suas perfeitas imperfeições e não o que queremos que elas sejam, para que elas não se tornem nossas imperfeições. Ou torcer para que ela desperte sozinha, por si mesma.

Bate, bate, bate na madeira.art writing!

1 comentário em “Perfeitamente imperfeito #resenha #encanto #disney”

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